FEUD (SÉRIE PARA TV / DUBLADO / 480P) – 2017

FEUD – 2017
EUA
BIOGRAFIA – DRAMA
DIREÇÃO: Ryan Murphy, Gwyneth Horder-Payton, Helen Hunt (+2)
ROTEIRO: Jaffe Cohen, Ryan Murphy, Michael Zam (+2)
IMDb: 8,5 https://www.imdb.com/title/tt1984119/

WEBRIP 480P – DUBLAGEM BLUEBIRD – 1ª TEMPORADA COMPLETA (8 EPS.) + EXTRAS

Postado por Claus


Formato: MP4
Qualidade:
WEBRip 480p
Tamanho:
1,60 GB
Duração:
45~60 min. – Média por ep.
Legendas:
S/L
Áudios:
Português (Bluebird)
Servidores:
4Shared (Parte única RAR)
Uploader: Claus

SÉRIE: FEUD
EXTRA: FEUD – TRAILER OFICIAL
EXTRA: TRETAS TNT – BETTE DAVIS X JOAN CRAWFORD

Joan Crawford (Jessica Lange) e Bette Davis (Susan Sarandon) são dois nomes muito conhecidos, não somente por suas carreiras nas telonas, mas também pela lendária rivalidade que existe entre elas. Desavenças à parte, as duas resolveram se unir em 1962 para estrelar em um filme, que mais tarde seria aclamado pelas críticas. A tensão entre as duas, no entanto, é só um exemplo do que há nos bastidores. O mundo dos famosos é ainda mais agitado.

Ryan Murphy é hoje um profissional que dispensa apresentações. Apesar de ter começado sua carreira no final dos anos 1990, foi apenas com “Nip/Tuck” (2003 – 2010) que ele ganhou destaque como produtor, escritor e diretor, o que lhe abriu as portas para hits televisivos nos anos seguintes, como “Glee” (2009 – 2015), “American Horror Story” (2011 – ), “American Crime Story” (2016 – ) e agora “Feud”.

A série tem o mesmo formato de antologia que se tornou uma marca recente do produtor (especialmente ao lado de Brad Falchuk). Nesta primeira temporada, Feud recebe o subtítulo Bette and Joan, e se destina a contar a histórica e já muito falada rivalidade entre duas estrelas de Hollywood, Bette Davis e Joan Crawford. Em 1989, poucos meses antes da morte da atriz, Ryan Murphy entrevistou Bette Davis, que lhe concedeu 20 minutos para perguntas sobre a carreira e a arte de fazer cinema. A entrevista, no entanto, acabou durando 4 horas e essa experiência marcou para sempre Ryan Murphy, que cresceu admirando Davis e agora tinha uma grande quantidade de material sobre ela, um material que ele teve a oportunidade de coletar pessoalmente.

“Bette and Joan” foi inicialmente pensado como um telefilme. Murphy já lera por incontáveis vezes o livro “Bette and Joan: The Divine Feud” (Shaun Considine, 1989) e adicionando as informações do próprio material gravado, sentia-se seguro para escrever um roteiro a respeito. Ele também não via muita dificuldade para aprovação do enredo por uma emissora, principalmente depois de seus sucessos recentes. O processo de escrita, todavia, revelou que existia muita coisa para ser dita, e o autor resolveu estender a história e criar com ela uma série. Ao lado dos colegas Jaffe Cohen e Michael Zam (nenhum dos dois com experiência relevante como produtores) e tendo como fonte a Fox 21, Plan B e sua própria produtora, Ryan Murphy foi capaz de criar uma série cuja premissa é delicada — pois estamos falando de pessoas reais — mas que de imediato desperta a atenção do público, notadamente porque os casos de inimizade retratados são clássicos (a criação da série já veio com a encomenda de uma segunda temporada, prometendo trazer os inimigos Príncipe Charles e Princesa Diana).

A rigor, “Bette and Joan” é uma jornada por um momento bastante difícil para as estrelas da Era de Ouro de Hollywood. A base nuclear da série é um documentário gravado em Los Angeles, nos anos 70, e a partir de entrevistas a atores, atrizes e outros profissionais que trabalharam com Davis e Crawford, partimos para uma jornada em flashback, diretamente para a pré-produção de “O Que Aconteceu Com Baby Jane?”. A primeira grande “bandeira” da série é levantada já no “Piloto”: o glamour oferecido pela Cidade dos Sonhos às suas estrelas tem data de validade, principalmente para a mulher. O envelhecimento e o trabalho em um Universo dominado por homens é uma dupla dificuldade para profissionais do cinema e nós sabemos que este problema não se encerrou nos anos 1960, ele permanece até hoje, mesmo que em menor escala. Frases como “é hora de se aposentar” ou “você não serve porque não é mais bonita” ou “só serve para o papel se for gostosa” são pequenas amostras do que os bastidores dos grandes estúdios colocavam para as atrizes, além de absurdas exigências estéticas que chegam a cortar o coração do espectador no último episódio, “You Mean All This Time We Could Have Been Friends?”.

O cuidado do desenho de produção e da direção aqui são tremendos. A pesquisa histórica, idem. Não há um figurino fora do lugar, uma má representação de tecnologia de época, um mal uso de música; um único episódio com uma direção, fotografia ou arte ruins. E isso é bastante coisa para uma série que retrata o Universo de Hollywood durante quinze anos, entre a pré-produção de Baby Jane, em 1962 e a morte de Joan Crawford, em 1977. Os pequenos arranhões ao longo dos episódios podem ser vistos na montagem, que às vezes alonga demais as cenas dramáticas, pisando inadvertidamente no melodrama — distanciando-se da proposta geral, que é de um tele-docudrama metalinguístico –; e de algumas partes do roteiro, que vez ou outra tira de eventos importantes o seu devido lugar na série (como os prêmios dos artistas fora o Oscar e a proximidade da dupla protagonista com outros artistas) ou simplesmente retrata mal um coadjuvante ou desacelera em demasia uma cadeia narrativa, como vemos no finale.

Entre o machismo, a misoginia, a fortíssima disputa de egos entre artistas de ambos os sexos e a “Indústria da Fofoca”, aqui encabeçada por Hedda Hopper (considerada uma má atriz, mas que mesmo assim trabalhou em 150 filmes, entre 1916 e 1966. De 1938 até sua morte, ela também trabalhou como jornalista de fofocas, tendo uma coluna própria, a Hedda Hopper’s Hollywood), vivida com perfeição por Judy Davis, vemos todos os meandros da indústria do cinema, a parte ruim, os maus tratos, os enganos e humilhações que a câmera não mostra. E como era de se esperar, há referências a uma grande quantidade de filmes em toda a série, como vocês podem ver na lista abaixo.

Lista de Filmes Diretamente Citados em “Feud”:

A escalação de Jessica Lange para o papel de Joan Crawford, Susan Sarandon para o papel de Bette Davis foi a grande cartada dos produtores. Ambas as atrizes passaram pelo “efeito vinho”, principalmente Jessica Lange: tornaram-se atrizes cada vez melhores à medida que foram envelhecendo. E isso chega até ser uma ironia diante dos papéis que elas representam aqui. Dos mínimos detalhes vocais ao trabalho com as mãos, movimentos dos olhos, timbre e volume, estilo de atuação, modo de andar, chorar, maneirismos, tudo o que as atrizes que elas representam tinham de características marcantes foram incorporados por Lange e Saradon em suas performances, o que certamente deve garantir indicações para as duas na temporada de premiações que se segue. Em companhia a elas, temos também excelentes atuações de Alfred Molina, vivendo um sensível e simpaticíssimo Robert Aldrich; Jackie Hoffman vivendo com austeridade impressionante a “Mamacita”, fiel escudeira de Crawford; Stanley Tucci como o infame, genial e ao mesmo tempo desprezível Jack Warner; Alison Wright como a assistente de direção e aspirante a diretora Pauline Jameson; e ainda os convidados Catherine Zeta-Jones como Olivia de Havilland; Dominic Burgess como Victor Buono (que interpretação maravilhosa!) e Kathy Bates como Joan Blondell.

“Feud” é o tipo de série que pela rivalidade entre protagonistas e qualidade de produção, atinge e agrada a todos os públicos, mas não existirá um cinéfilo que não seja tocado por esta produção. O show faz questão de explorar as mais conhecidas lendas de relacionamentos em Hollywood, a sexualidade de atores e atrizes em um período onde “ser abertamente gay” poderia custar a carreira (algo não muito diferente de hoje, dependendo do segmento), a insatisfação e impotência de alguns artistas diante dos Estúdios e demandas de público… tudo o que transformou a sétima arte em um jogo bastante caro e uma mina de dinheiro surge em contexto e é progressivamente discutido nos 8 episódios. A série não é apenas uma ótima maneira de nos fazer conhecer mais — e inclusive poder relativizar e compreender os dois lados em disputa –, mas também uma crítica tremenda à indústria do entretenimento, ao trato e exigências ainda piores para as mulheres e o constante medo do esquecimento, de ser lembrado apenas após a morte, ou nem isso.

Trabalhar sentimentos e relações humanas pode ser uma armadilha hoje em dia. Muito já se mostrou sobre pessoas e artistas. O difícil é fazer de um acontecimento quase mitológico como a briga entre Bette e Joan um produto também do nosso tempo, com lições que parecem não ter surtido efeito no Universo mainstream do cinema, que ainda hoje se mostra marcado, com obrigações e ordens que não se encerram apenas nos escritórios ou sets de filmagens, mas tornam-se igualmente uma demanda do público. “Feud: Bette and Joan” é sobre a difícil interação entre empatia, reconhecimento e arte. É mais uma série sobre como não tratar seres humanos, sejam eles artistas ou não, do que sobre inimigas que, na verdade, se admiravam bastante e que, ao contrário do que popularmente se pensa, tiveram a oportunidade de dizer isso uma para a outra. A velha história de que da verdade, só conheceremos um lado. E sim, isso também vale para “Feud”.

Alfred Molina como Robert Aldrich
Jessica Lange como Joan Crawford
Susan Sarandon como Bette Davis
Alan Brooks como Administrador
Alison Wright como Pauline Jameson
Anthony Crivello como David Lean
Beth Geiger como Movie Goer
Billy Meade como Bill Aldrich
Brian Dare como Buzz Gimple
Bryant Boon como Gregory Peck
Cameron Cowperthwaite como Michael Parks
Cameron Dye como Don Bachardy
Catherine Zeta-Jones como Olivia de Havilland
Charlie Schlatter como Monte Westmore
Daniel Hagen como Mike the Film Editor
David A. Kimball como Freddie Francis
Dominic Burgess como Victor Buono
Donna Pieroni como Nonah
Greg Winter como Bob Stack
Jackie Hoffman como Mamasita
Jake Robards como Patrick O’Neal
James Morosini como Bart
Jared Breeze como Michael Davis
Joel Kelley Dauten como Adam
John Rubinstein como George Cukor
John Waters como William Castle
Jon Morgan Woodward como Alfred Steele
Josh Plasse como Tyler
Judy Davis como Hedda Hopper
Kathy Bates como Joan Blondell
Ken Lerner como Marty
Kiernan Shipka como B. D. Hyman
Kris Black como Cliff Robertson
Lindsay Hanzl como Eva Marie Saint
Lizz Carter como Margaret Leighton
Louis B. Jack como Ed Begley, Sr.
Matt Gulbranson como Ernest Haller
Melissa Russell como Diane Baker
Molly Price como Harriet Foster
Philip Boyd como Maximillian Schell
Robert Catrini como Bennie
Sarah Paulson como Geraldine Page
Scott Vance Michael Curtiz
Stanley Tucci como Jack Warner
Taylor Coffman como Lee Remick

2 comentários para FEUD (SÉRIE PARA TV / DUBLADO / 480P) – 2017

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